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Mas o que é Contrato Psicológico?

  • Foto do escritor: Rita De Cássia Pereira
    Rita De Cássia Pereira
  • 11 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de out. de 2020

Talvez você esteja vivendo um momento de ruptura de Contrato Psicológico em seu local de trabalho e nem sabe.



O contrato psicológico é formado por um conjunto de crenças individuais e construído pela percepção de que foi feita uma promessa, criando uma expectativa de um intercâmbio recíproco entre as partes (colaboradores e organização, bem como liderança e equipe), incluindo benefícios e obrigações.


E quando há uma ruptura?

Quando surge a percepção de uma das partes de que a outra não cumpriu suas promessas e obrigações. O fenômeno pode ser percebido pela vítima de várias formas, desde um mal-entendido que pode ser sanado até uma ação deliberada por falta de caráter.


Quais são as consequências?

A percepção da ruptura do contrato psicológico tem como consequência a insatisfação no trabalho e a redução da motivação,  falta de compromisso com a organização, da confiança e da percepção de justiça nas interações com a organização, baixa produtividade, absenteísmo, problemas com indicadores, falta de engajamento, entre outros.


Ao assistir o documentário “Indústria Americana” que recebeu o Oscar este ano pude identificar claramente esta ruptura entre empresa e colaboradores e vice e versa

O filme conta a história de uma antiga fábrica da General Motors em Dayton, no estado americano de Ohio, fechada durante a crise econômica que atingiu os Estados Unidos a partir de 2008. A estrutura foi comprada e reativada pela Fuyao, fabricante chinesa de vidros automotivos interessada em entrar no mercado americano.


De imediato, o que era um clima de depressão coletiva na cidade se transforma em alegria. Afinal, a Fuyao chega disposta a recontratar muitos dos trabalhadores que perderam seus empregos com a saída da GM de Dayton. No entanto, logo fica claro de que nada é tão simples quanto parecia ser.


Apesar de americanizada, com o nome de Fuyao Glass America, a companhia chega aos Estados Unidos disposta a praticar algo o mais próximo possível do modelo chinês. Os salários oferecidos são consideravelmente mais baixos, os horários de intervalo são reduzidos e a nova administração desde o primeiro momento se mostra disposta a fazer de tudo para impedir que seus funcionários sejam sindicalizados.


Conclusão: A ruptura de contrato Psicológico ocorreu com ambas as partes. Uma vez que, os colaboradores tinham em mente que trabalhariam em um ambiente saudável, teriam todos os equipamentos de segurança necessários, seus salários seriam atrativos como era na General Motors, teriam folgas justas, descansos merecidos e equipe, líderes e gestores com a mesma visão. Porém, encontraram líderes autoritários, disciplina rígida, salários baixos, horas de trabalho extensas, pouquíssimas folgas, condições de segurança bem deficientes e restrições à organização sindical.


Por sua vez, os chineses acharam que encontrariam profissionais dispostos a trabalharem horas a fio sem reclamar, que desfrutariam de folgas esporádicas, aceitariam os salários oferecidos, acatariam as ordens e procedimentos da organização sem se rebelarem, dariam seu sangue pela empresa, seriam mais produtivos, rápidos e empenhados, já que estes procedimentos são normais na china por fazer parte de sua cultura. Mas, segundo eles, encontraram trabalhadores americanos preguiçosos, improdutivos, desorganizados e ainda por cima, rebeldes.


Ou seja, houve um grande choque de cultura. A confiança e expectativas de ambas as partes foram quebradas deixando em evidência a ruptura do Contrato Psicológico.


 
 
 

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